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Método de refrigeração terá a maior mudança

Fernando Garcia •

Entre todos os métodos para mitigar o impacto da 5G na conta de energia das operadoras, a adoção de novas técnicas de refrigeração é o que terá salto de adoção mais expressivo nos próximos cinco anos. Pesquisa da 451 Research com mais de cem operadoras em todo o mundo revela que mais de 70% delas adotarão novas técnicas nessa área em 2024, contra 43% atualmente.

Os analistas da empresa de pesquisa dizem que revisitar sistemas de refrigeração dessas empresas é inevitável porque a 5G, em comparação com as redes atuais, processa volumes inéditos de dados, gerando calor que, se excessivo, pode levar a desligamentos automáticos de sistemas, com prejuízo para as empresas.

Alan Satudi, gerente de produtos secure power da Schneider Electric, diz que o mercado já oferece amplo leque de soluções inovadoras que auxiliam teles e empresas de datacenter em seus projetos de refrigeração, com redução de custos e aumento da competitividade. Entre as principais tendências nessa área, ele destaca equipamentos muito compactos e, ainda assim, com maior capacidade de climatização do ambiente

“A modernização e consolidação dos datacenters está impulsionando a necessidade de soluções eficientes que ocupem menos espaço e tenham capacidade de se adaptar à real carga térmica do data center, entre outros recursos”, diz Satudi.

Na Vertiv, o destaque são minidatacenters que embutem, em um único produto, toda a tecnologia de ponta da fabricante nos campos de infraestrutura elétrica, de ar-condicionado e de monitoramento. “Sai de fábrica pronto para funcionar”, diz Rafael Garrido, diretor-geral da Vertiv Brasil. Conforme a demanda de processamento de dados da rede 5G, a empresa pode instalar um único rack ou vários deles em fila ou corredor, acrescenta o diretor. A solução também pode ser gerenciada por meio do sistema de gestão focado em datacenter da fabricante (DCMI, de data center infrastructure management)

Garrido lembra que a 5G levará pequenos datacenters para lugares que não foram preparados para receber esse tipo de infraestrutura, daí a importância de que os serviços especializados do fornecedor estejam perto dos clientes. “Pulverizamos nosso suporte para atender aos datacenters de borda espalhados pelo pais porque, nesse novo conceito de infraestrutura trazido pela 5G, não dá pra fazer isso de forma centralizada”.

Da sua parte, Nilton Cruz, diretor de arquitetura de soluções da Fujitsu, destaca a tecnologia de resfriamento de servidores por líquido como grande aliada das empresas na mitigação dos impactos energéticos da 5G. “Essa tecnologia permite que um datacenter reduza em cerca de 50% os custos de refrigeração”, afirma.

O executivo salienta que refrigeração é uma área em que a fabricante está começando a atuar. “Estamos trabalhando para aprimorar os resultados e trazer benefícios para os clientes”. Entre outros desenvolvimentos da Fujitsu, um destaque lá fora é tecnologia preditiva de alta precisão para medidas como temperatura e umidade. Ainda não disponível no Brasil, a solução reduz o uso de eletricidade do ar condicionado em 20%, segundo a fabricante.

Texto publicado originalmente pelo jornal Valor Econômico, dia 27 de setembro de 2019.

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